Antes de existir a palavra complexo, os alquimistas já projetavam no cadinho o que a alma não suportava conter — sem saber que ali fervia a própria sombra. É o mesmo padrão que insiste em todo consultório: alguém preso entre ser vítima ou virar agressor, sem uma terceira saída. Este curso ensina a reconhecer complexos na clínica pelas operações da Alquimia: o fogo que calcina, a água que dissolve, a terra que fixa, o ar que distancia. No topo, a coniunctio — onde vítima e agressor deixam de se opor e nasce o modelador: aquele que enfim cria, em vez de sofrer, a própria vida. Reconhecer o complexo é o primeiro passo da obra.
REFERÊNCIAS: EDINGER, Edward F. Anatomia da psique: o simbolismo alquímico na psicologia psicoterapêutica. JUNG, C.G. Psicologia e Alquimia, KAST, Verena. Abandonar o papel de vítima: viva sua própria vida

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Incrições abertas!
Início: 15 de agosto
aos sábados
online pelo meet
Das 09h30 às 11h30
Investimento
R$ 1200,00
( ou 8x de R$150,00)
44% de desconto para alunos da Katabasis
Profissionais da Psicologia que buscam aprimorar sua prática clínica com o suporte da Alquimia, aprendendo a utilizar símbolos como recursos terapêuticos para conduzir o processo de individuação de forma estruturada e pragmática.
Público-alvo
Aos sábados
8 encontros - um por mês
15/08 - 19/09 - 10/10
14/11 - 12/12 - 20/02
20/03 - 17/04
Horário: 9h30 – 11h30
2h ao vivo pela plataforma Google Meet
Os Encontros
Objetivos
Reconhecer os complexos em ação na clínica
Afinar a escuta para os complexos — esses "nós" autônomos que se constelam e tomam o discurso do paciente através de imagens arquetípicas — distinguindo-os das reações passageiras do ego.
Acompanhar as operações alquímicas como imagens vivas
Reconhecer em calcinatio, solutio, coagulatio, separatio, sublimatio, mortificatio e coniunctio as imagens que a própria psique já usa para dar corpo e passagem ao afeto retido em cada complexo.
Acolher a dinâmica dos opostos no impasse terapêutico
Deixar que a opus alquímica conduza a dicotomia primitiva vítima/agressor a uma terceira margem — o modelador, na imagem de Verena Kast —, onde a sombra se integra e a vontade de criar se recupera.
Escutar os sintomas como movimento da alma
Ouvir sintomas e projeções não como patologia a corrigir, mas como movimento da alma a caminho da individuação — acompanhando, como propõe Verena Kast, o fluxo dos afetos que atravessa cada episódio de complexo nas fases alquímicas.
Deixar os símbolos mediarem a transferência
Os símbolos — entre eles o Jogo dos Símbolos — atravessam o campo da transferência e da contratransferência como o vaso bem fechado da tradição alquímica: um espaço que contém sem sufocar, onde o inconsciente se elabora sem reabrir feridas.
Sustentar a prática clínica em bases analíticas
A Alquimia empresta ao consultório a imagem do cadinho — o container onde a transmutação psíquica pode ocorrer de forma ética, cuidadosa e fundamentada, sem a pretensão de um método fechado.

Mary Jane Shalders Mendes
facilitadora do curso
Psicoterapeuta na orientação da abordagem Analítica Junguiana. Formada em Administração de Empresas PUC SP. Pós graduação em Psicologia Analítica IJEP. Mestrado em Ciência da Religião PUC SP. Pesquisadora sobre saúde mental da Geração Z e o uso de Tecnologias (inteligência artificial) no ambiente corporativo, narcisismo, Alquimia, símbolos, trauma.